Vigararia de Alenquer promove jornada de reflexão sobre a família

A Vigararia de Alenquer, do Patriarcado de Lisboa, vai promover entre 9 e 12 de janeiro uma jornada de reflexão sobre a família, na vila do Carregado.
Numa nota enviada hoje à Agência ECCLESIA, o padre Rui Silva, responsável pelo setor da Pastoral Familiar da Vigararia de Alenquer, adianta que o evento com entrada livre vai ter como tema “Família ao serviço da Caridade”.
De acordo com o sacerdote, “destina-se a promover uma reflexão sobre o lugar da Família no contexto atual, nomeadamente no que diz respeito ao namoro, ao matrimónio e à educação dos filhos”.
O programa da jornada, disponível através da internet, conta com a participação de D. Nuno Brás da Silva Martins, bispo auxiliar de Lisboa, e integra vários momentos de reflexão, de debate e de festa.

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Grupo julgado por assaltos violentos em várias zonas

O Tribunal de Alenquer começa na próxima quarta-feira a julgar 10 arguidos acusados de vários assaltos violentos em residências e estabelecimentos comerciais e furtos por esticão a idosas em concelhos dos distritos de Lisboa, Portalegre e Santarém.
Os crimes ocorreram entre julho de 2010 e janeiro de 2012, tendo dado lugar a vários processos dispersos por vários tribunais que, após investigação do Departamento Central de Ação Penal, foram integrados num único, com meia centena de testemunhas, ao qual foi dada excecional complexidade.
Entre as vítimas, incluíam-se pessoas na posse de elevados montantes em dinheiro, como traficantes de droga, ou de objetos em ouro de elevado valor.
As vítimas eram abordadas na maioria das vezes através de assaltos à mão armada às residências, onde os arguidos entravam por meio de arrombamento de portas e janelas, refere a acusação, a que a agência Lusa teve acesso.
Em janeiro de 2012, escolheram a habitação de um casal em Ponte de Sor, Portalegre, e o homem resistiu, sendo agredido com socos e pontapés e baleado com dois tiros pelos arguidos.
Em junho de 2010, o alvo foi uma habitação no concelho de Torres Novas, Santarém, onde o dono da casa foi esfaqueado e foram disparados tiros na sua direção e outras pessoas agredidas a soco e pontapé pelos assaltantes, que deixaram um prejuízo de mais de 12 mil euros.
Em junho de 2011, escolheram uma residência em Coruche, também no distrito de Santarém: forçaram a entrada à proprietária, deitaram-na num sofá e sufocaram-na com uma almofada enquanto vasculhavam a habitação.
No mesmo mês, arrombaram a porta e janelas de uma moradia em Alenquer, cujos proprietários foram agredidos a soco e pontapé e fugido de tiros disparados pelos suspeitos.
Das residências levavam não só dinheiro, como outros objetos, desde televisões, máquinas fotográficas computadores portáteis, relógios, artigos em ouro, cartões bancários, telemóveis ou viaturas.
Os arguidos são ainda acusados do assalto a um estabelecimento de troca de dinheiro no Carregado (Alenquer), cuja proprietária foi ameaçada com uma arma a abrir o cofre, e cinco roubos por esticão a idosas, ameaçando-as com armas ou agredindo-as para as obrigar a entregar o fio que traziam ao pescoço.
Os arguidos pertenciam a dois grupos criminosos do Carregado e Prior Velho (Loures), que vieram a travar contactos, passando a trabalhar em conjunto: um procedia à prévia identificação das vítimas, recolhendo informações detalhadas relativas à identificação e morada das mesmas e vigiando os seus hábitos de vida, enquanto o segundo executava os roubos.
Os arguidos, oito dois quais estão em prisão preventiva e dois estão por localizar, têm idades compreendidas entre os 15 e os 43 anos e estão acusados de crimes de roubo qualificado, homicídio na forma tentada, ofensas à integridade física qualificadas, detenção de armas e munições proibidas e recetação.
A fase de instrução foi aberta em setembro e decorreu no Tribunal Central de Instrução Criminal, dada a urgência do processo e a dispersão territorial dos crimes, tendo todos os arguidos sido pronunciados.

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Alenquer aprova orçamento de 29,5 milhões de euros para 2014

A Assembleia Municipal de Alenquer aprovou na sexta-feira o orçamento para 2014, com uma previsão de verbas de 29,5 milhões de euros, a mesma de 2013, com a oposição a criticar o novo executivo de falta de estratégia.
O orçamento, a que a agência Lusa teve acesso, traça como prioridades a conclusão da circular rodoviária interna à vila (1,8 milhões de euros previstos para 2014 de um total de 7,2 milhões de euro) e a construção dos centros escolares de Vila Verde dos Francos (1,7 milhões de euros) e de Cabanas de Torres (1,9 milhões de euros), previstos desde o orçamento de 2012.
Do total da despesa, 21,9 milhões de euros são destinados a encargos correntes, dos quais 10,4 milhões de euros são despesas com pessoal, seguindo-se a aquisição de bens e serviços (8,8 milhões de euros, sendo a receita oriunda dos impostos municipais (9,2 milhões de euros) e das transferências correntes do Estado (7,8 milhões de euros).
Na sessão da assembleia, Pedro Folgado (PS), que preside *à Câmara desde as últimas eleições autárquicas, substituindo no cargo Jorge Riso (PS), afirmou que é o "orçamento possível" face aos compromissos assumidos em anos anteriores que deixam a autarquia "sem margem de manobra".
Continuando a política do mandato anterior, em que a dívida de 22,6 milhões de euros existentes no final de 2011 está reduzida a 11,6 milhões de euros, a autarquia comprometeu-se a pagar em 2014 as dívidas a fornecedores, que até ao final desde ano deverá passar de 3,2 milhões de euros para 1,2 milhões de euros.
O orçamento foi aprovado pela maioria socialista, com o Bloco de Esquerda, CDS-PP, CDU e PSD a votarem contra, argumento que são empoladas as receitas, como é o caso da impossibilidade de venda de um terreno por mais de um milhão de euros, face à atual conjuntura de estagnação do mercado imobiliário.
À crítica de ser um orçamento "irrealista e desequilibrado", a oposição junta a falta de medidas de emergência social e de apoio à economia local para concluir que o novo executivo socialista não tem estratégia para desenvolver o concelho.

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Um parque empresarial para apoio à inclusão

Existe em Alenquer um parque empresarial invulgar. As empresas ali instaladas nascem com um compromisso especial: o de reservarem parte dos seus lucros para fins sociais.
Por agora, em Alenquer, são apenas três empresas, às quais se juntará uma quarta em fase de instalação. Atuam nas áreas dos serviços e consultadoria, na reciclagem, na contabilidade, na orientação profissional e dispõem de um centro de fisioterapia e consultas de apoio à população local.
Já geraram oito postos de trabalho, mas o seu contributo para o apoio social ainda é diminuto, tendo até agora a aposta sido feita na própria sobrevivência e salvaguarda dos postos de trabalho.
O principal contributo empresarial para a vertente da inclusão social tem tido outra origem. Além do parque de Alenquer, há cerca de uma dezena empresas de outros pontos do país que têm conseguido pôr em prática, de uma forma mais expressiva, a filosofia da Economia de Comunhão, um conceito lançado pelo Movimento dos Focolares, criado em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, em Itália, por Chiara Lubich.
São pequenas e médias empresas, na sua maior parte pouco conhecidas, de Lisboa, Leiria e Porto, que vão desde os moldes até à manutenção de rulotes, passando pelas análises clínicas e distribuição de medicamentos, construção civil e contabilidade.
Os empresários têm conseguido encaminhar parte dos seus lucros para projetos sociais. Fazem-no através da ONG AMU-Cooperação e Solidariedade Lusófona por Um Mundo Unido, que em Portugal centra a sua ação em S. João da Madeira e Braga.


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Aprender a ser feliz na casa da Escola da Abrigada

Alunos da educação especial aprendem a cozinhar, a limpar e a cuidar. Este caminho da autonomia é feito desde Abril, através de um projecto específico que ajuda alunos com muitas dificuldades a progredir e a sorrir.
A Escola da Abrigada, em Alenquer, também tem uma casa com dois quartos, sala, cozinha e uma despensa. Aqui, os alunos do ensino especial aprendem a ser autónomos e são preparados para a vida. 
A Gabriela tem 13 anos, integra este grupo de alunos com dificuldades cognitivas que os impedem de seguir o normal percurso escolar, têm por isso um currículo específico individual. Ainda soletra quando lê uma receita. A cozinha é o espaço da casa onde passa mais tempo, “ajudo a professora a cozinhar, a ir buscar os ingredientes, a ler a receita e a comer”, confessa com um sorriso. 
Este projecto começou em Abril. A professora Cláudia Malandras, responsável pela educação especial do agrupamento de escolas da Abrigada, revela que “ o objectivo é que os jovens sejam pessoas autónomas e isso só se consegue fazendo e não pensando. Este currículo altera as disciplinas e é mais funcional.”
O Nelson tem 16 anos e diz que esta não foi uma boa ideia, mas sim uma ideia de génio, “porque aprendemos a fazer coisas que sozinhos não conseguíamos”. 
Tudo o que está na casa foi oferecido por várias empresas e pelos funcionários da escola. Foram os alunos que reciclaram alguns móveis e que colocaram o chão de mosaico nos quartos. Agora, cuidam da casa como se fosse deles. 
Este é um caminho que a escola deve apostar, considera a professora Cláudia Malandras: “ Uma criança que está sempre exposta ao insucesso e ao fracasso nunca se sente bem nem na escola, nem consigo própria. Mais do que outra coisa são felizes. É isso que interessa”.

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Hóquei em Patins: Sporting recebe Benfica em Alenquer

Dérbi lisboeta vai disputar-se no próximo domingo às 15h00 no Pavilhão Municipal de Alenquer.
O jogo da 9.ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins entre Sporting e Benfica vai disputar-se no Pavilhão Municipal de Alenquer, anunciou esta segunda-feira a Federação de Patinagem de Portugal.
A solicitação para alterar o local do dérbi lisboeta partiu do Sporting, informou a FPP em comunicado.
O dérbi lisboeta terá lugar a 22 de dezembro, pelas 15h00, no Pavilhão Municipal de Alenquer. Na quarta-feira, o Sporting visita a Oliveirense em jogo da 8.ª jornada do campeonato nacional, enquanto o Benfica recebe o Física.

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Idoso condenado por homicídio nega ter matado mulher

Um idoso acusado pelo homicídio da mulher por motivos passionais negou hoje no Tribunal de Alenquer que a matou com um machado, mas confessou a autoria de agressões físicas com as mãos.
"Agarrei-a e dei-lhe socos na cara. Ela caiu e bateu com a cabeça na mesa-de-cabeceira. Como não tive força para a levantar, vim para a rua gritar por socorro", afirmou o arguido, de 80 anos, ao coletivo de juízes, admitindo que desconfiava de que a esposa o traía.
Quando confrontado pelo tribunal com o machado, que foi encontrado no interior da habitação pela Polícia Judiciária (PJ) com vestígios de sangue humano, o homem negou que o tivesse usado para agredir a vítima.
"Não lhe bati com o machado", disse, acrescentando que nesse dia o tinha usado para cortar carne que cozeu para os cães, sem, contudo, explicar os vestígios de sangue encontrados no candeeiro e na parede do quarto.
De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), o arguido é acusado de um crime de homicídio qualificado e outro de violência doméstica.
Em março, desconfiado de que a sua mulher (77 anos) o traía com outro homem, desferiu várias pancadas com um machado sobre a vítima e vários socos na cabeça, dentro da casa onde ambos residiam, vindo a causar a morte da vítima, que veio a ser encontrada morta no quarto da habitação onde residiam.
Segundo o MP, sem que houvesse discussões prévias, o arguido "batia frequentemente sem motivo na sua mulher, dando-lhe murros, chapadas, empurrões, puxões de cabelo e pontapés" e empurrando-a por vezes para o chão e pontapeando-a".
Em 2012, a mulher apresentou queixa na GNR, acabou por se separar do cônjuge e passou a viver num anexo da habitação.
Confrontado com a acusação, o arguido disse hoje em tribunal que "é mentira" que batesse ou injuriasse a esposa, negando ainda as ameaças de morte e duas ocasiões em que lhe tentou apertar o pescoço e lhe atingido a cabeça com a ponta de uma faca e afirmando que ela "inventava" para se queixar à GNR.
Na primeira sessão do julgamento, os inspetores da PJ inquiridos explicaram que encontraram o machado junto às escadas que davam acesso ao primeiro andar da casa, onde se localiza o quarto onde decorreram os factos que motivaram a morte da vítima.
O objeto encontrava-se "com sangue fresco a começar a coagular", que as perícias feitas confirmaram ser humano, além de outros vestígios de salpicos de sangue encontrados no quarto e nas mãos e roupa do arguido.
Os inspetores da PJ especificaram ainda que "a agressão terá sido com a parte do machado oposta à lâmina, porque se fosse com a lâmina as lesões seriam mais profundas e mais extensas".
O arguido, que foi condenado em 1972 a 18 anos de prisão por homicídio de uma outra mulher, sua senhoria, está a aguardar julgamento em prisão preventiva na enfermaria do estabelecimento Prisional de Lisboa.

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