Alenquer aprova orçamento de 29,5 milhões de euros para 2014

A Assembleia Municipal de Alenquer aprovou na sexta-feira o orçamento para 2014, com uma previsão de verbas de 29,5 milhões de euros, a mesma de 2013, com a oposição a criticar o novo executivo de falta de estratégia.
O orçamento, a que a agência Lusa teve acesso, traça como prioridades a conclusão da circular rodoviária interna à vila (1,8 milhões de euros previstos para 2014 de um total de 7,2 milhões de euro) e a construção dos centros escolares de Vila Verde dos Francos (1,7 milhões de euros) e de Cabanas de Torres (1,9 milhões de euros), previstos desde o orçamento de 2012.
Do total da despesa, 21,9 milhões de euros são destinados a encargos correntes, dos quais 10,4 milhões de euros são despesas com pessoal, seguindo-se a aquisição de bens e serviços (8,8 milhões de euros, sendo a receita oriunda dos impostos municipais (9,2 milhões de euros) e das transferências correntes do Estado (7,8 milhões de euros).
Na sessão da assembleia, Pedro Folgado (PS), que preside *à Câmara desde as últimas eleições autárquicas, substituindo no cargo Jorge Riso (PS), afirmou que é o "orçamento possível" face aos compromissos assumidos em anos anteriores que deixam a autarquia "sem margem de manobra".
Continuando a política do mandato anterior, em que a dívida de 22,6 milhões de euros existentes no final de 2011 está reduzida a 11,6 milhões de euros, a autarquia comprometeu-se a pagar em 2014 as dívidas a fornecedores, que até ao final desde ano deverá passar de 3,2 milhões de euros para 1,2 milhões de euros.
O orçamento foi aprovado pela maioria socialista, com o Bloco de Esquerda, CDS-PP, CDU e PSD a votarem contra, argumento que são empoladas as receitas, como é o caso da impossibilidade de venda de um terreno por mais de um milhão de euros, face à atual conjuntura de estagnação do mercado imobiliário.
À crítica de ser um orçamento "irrealista e desequilibrado", a oposição junta a falta de medidas de emergência social e de apoio à economia local para concluir que o novo executivo socialista não tem estratégia para desenvolver o concelho.

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Um parque empresarial para apoio à inclusão

Existe em Alenquer um parque empresarial invulgar. As empresas ali instaladas nascem com um compromisso especial: o de reservarem parte dos seus lucros para fins sociais.
Por agora, em Alenquer, são apenas três empresas, às quais se juntará uma quarta em fase de instalação. Atuam nas áreas dos serviços e consultadoria, na reciclagem, na contabilidade, na orientação profissional e dispõem de um centro de fisioterapia e consultas de apoio à população local.
Já geraram oito postos de trabalho, mas o seu contributo para o apoio social ainda é diminuto, tendo até agora a aposta sido feita na própria sobrevivência e salvaguarda dos postos de trabalho.
O principal contributo empresarial para a vertente da inclusão social tem tido outra origem. Além do parque de Alenquer, há cerca de uma dezena empresas de outros pontos do país que têm conseguido pôr em prática, de uma forma mais expressiva, a filosofia da Economia de Comunhão, um conceito lançado pelo Movimento dos Focolares, criado em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, em Itália, por Chiara Lubich.
São pequenas e médias empresas, na sua maior parte pouco conhecidas, de Lisboa, Leiria e Porto, que vão desde os moldes até à manutenção de rulotes, passando pelas análises clínicas e distribuição de medicamentos, construção civil e contabilidade.
Os empresários têm conseguido encaminhar parte dos seus lucros para projetos sociais. Fazem-no através da ONG AMU-Cooperação e Solidariedade Lusófona por Um Mundo Unido, que em Portugal centra a sua ação em S. João da Madeira e Braga.


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Aprender a ser feliz na casa da Escola da Abrigada

Alunos da educação especial aprendem a cozinhar, a limpar e a cuidar. Este caminho da autonomia é feito desde Abril, através de um projecto específico que ajuda alunos com muitas dificuldades a progredir e a sorrir.
A Escola da Abrigada, em Alenquer, também tem uma casa com dois quartos, sala, cozinha e uma despensa. Aqui, os alunos do ensino especial aprendem a ser autónomos e são preparados para a vida. 
A Gabriela tem 13 anos, integra este grupo de alunos com dificuldades cognitivas que os impedem de seguir o normal percurso escolar, têm por isso um currículo específico individual. Ainda soletra quando lê uma receita. A cozinha é o espaço da casa onde passa mais tempo, “ajudo a professora a cozinhar, a ir buscar os ingredientes, a ler a receita e a comer”, confessa com um sorriso. 
Este projecto começou em Abril. A professora Cláudia Malandras, responsável pela educação especial do agrupamento de escolas da Abrigada, revela que “ o objectivo é que os jovens sejam pessoas autónomas e isso só se consegue fazendo e não pensando. Este currículo altera as disciplinas e é mais funcional.”
O Nelson tem 16 anos e diz que esta não foi uma boa ideia, mas sim uma ideia de génio, “porque aprendemos a fazer coisas que sozinhos não conseguíamos”. 
Tudo o que está na casa foi oferecido por várias empresas e pelos funcionários da escola. Foram os alunos que reciclaram alguns móveis e que colocaram o chão de mosaico nos quartos. Agora, cuidam da casa como se fosse deles. 
Este é um caminho que a escola deve apostar, considera a professora Cláudia Malandras: “ Uma criança que está sempre exposta ao insucesso e ao fracasso nunca se sente bem nem na escola, nem consigo própria. Mais do que outra coisa são felizes. É isso que interessa”.

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Hóquei em Patins: Sporting recebe Benfica em Alenquer

Dérbi lisboeta vai disputar-se no próximo domingo às 15h00 no Pavilhão Municipal de Alenquer.
O jogo da 9.ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins entre Sporting e Benfica vai disputar-se no Pavilhão Municipal de Alenquer, anunciou esta segunda-feira a Federação de Patinagem de Portugal.
A solicitação para alterar o local do dérbi lisboeta partiu do Sporting, informou a FPP em comunicado.
O dérbi lisboeta terá lugar a 22 de dezembro, pelas 15h00, no Pavilhão Municipal de Alenquer. Na quarta-feira, o Sporting visita a Oliveirense em jogo da 8.ª jornada do campeonato nacional, enquanto o Benfica recebe o Física.

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Idoso condenado por homicídio nega ter matado mulher

Um idoso acusado pelo homicídio da mulher por motivos passionais negou hoje no Tribunal de Alenquer que a matou com um machado, mas confessou a autoria de agressões físicas com as mãos.
"Agarrei-a e dei-lhe socos na cara. Ela caiu e bateu com a cabeça na mesa-de-cabeceira. Como não tive força para a levantar, vim para a rua gritar por socorro", afirmou o arguido, de 80 anos, ao coletivo de juízes, admitindo que desconfiava de que a esposa o traía.
Quando confrontado pelo tribunal com o machado, que foi encontrado no interior da habitação pela Polícia Judiciária (PJ) com vestígios de sangue humano, o homem negou que o tivesse usado para agredir a vítima.
"Não lhe bati com o machado", disse, acrescentando que nesse dia o tinha usado para cortar carne que cozeu para os cães, sem, contudo, explicar os vestígios de sangue encontrados no candeeiro e na parede do quarto.
De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), o arguido é acusado de um crime de homicídio qualificado e outro de violência doméstica.
Em março, desconfiado de que a sua mulher (77 anos) o traía com outro homem, desferiu várias pancadas com um machado sobre a vítima e vários socos na cabeça, dentro da casa onde ambos residiam, vindo a causar a morte da vítima, que veio a ser encontrada morta no quarto da habitação onde residiam.
Segundo o MP, sem que houvesse discussões prévias, o arguido "batia frequentemente sem motivo na sua mulher, dando-lhe murros, chapadas, empurrões, puxões de cabelo e pontapés" e empurrando-a por vezes para o chão e pontapeando-a".
Em 2012, a mulher apresentou queixa na GNR, acabou por se separar do cônjuge e passou a viver num anexo da habitação.
Confrontado com a acusação, o arguido disse hoje em tribunal que "é mentira" que batesse ou injuriasse a esposa, negando ainda as ameaças de morte e duas ocasiões em que lhe tentou apertar o pescoço e lhe atingido a cabeça com a ponta de uma faca e afirmando que ela "inventava" para se queixar à GNR.
Na primeira sessão do julgamento, os inspetores da PJ inquiridos explicaram que encontraram o machado junto às escadas que davam acesso ao primeiro andar da casa, onde se localiza o quarto onde decorreram os factos que motivaram a morte da vítima.
O objeto encontrava-se "com sangue fresco a começar a coagular", que as perícias feitas confirmaram ser humano, além de outros vestígios de salpicos de sangue encontrados no quarto e nas mãos e roupa do arguido.
Os inspetores da PJ especificaram ainda que "a agressão terá sido com a parte do machado oposta à lâmina, porque se fosse com a lâmina as lesões seriam mais profundas e mais extensas".
O arguido, que foi condenado em 1972 a 18 anos de prisão por homicídio de uma outra mulher, sua senhoria, está a aguardar julgamento em prisão preventiva na enfermaria do estabelecimento Prisional de Lisboa.

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Idoso julgado por matar mulher à machadada

O Tribunal de Alenquer começa, na quarta-feira, a julgar um homem, de 80 anos, pelo homicídio da mulher, alegadamente morta à machadada por motivos passionais, 40 anos depois de ter sido condenado pelo mesmo crime.
O arguido, sobre o qual recaíam queixas de agressões à sua mulher, é acusado de um crime de homicídio qualificado e outro de violência doméstica.
Em março, desconfiado que a sua mulher o traía com outro homem, desferiu várias pancadas com um machado sobre a vítima e vários socos na cabeça, dentro da casa onde ambos residiam, refere a acusação do Ministério Público (MP) a que a agência Lusa teve acesso.
As lesões causaram a morte da vítima, de 77 anos, afirma o MP.
De seguida, o arguido abandonou o machado no exterior da habitação e veio para a rua gritar por socorro, acabando por ser aí detido pela GNR.
Segundo a acusação, sem que houvesse discussões prévias, o arguido "batia frequentemente sem motivo na sua mulher, dando-lhe murros, chapadas, empurrões, puxões de cabelo e pontapés", empurrando-a por vezes para o chão e pontapeando-a".

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Homem confessa ameaçar de morte patrão que o queria despedir

Um homem de 56 anos, que está acusado da tentativa de homicídio do presidente da associação para a qual trabalhava, confessou esta quarta-feira o crime no Tribunal de Alenquer, mas negou a intenção de o matar, querendo apenas intimidá-lo.
«Estou arrependidíssimo, hoje não o faria», afirmou o vigia do Campo de Tiro de Abrigada perante o coletivo de juízes, adiantando que, apesar de estar munido de uma arma de fogo, «não queria matar» o presidente da associação de caçadores daquela freguesia, mas apenas intimidá-lo para que não tentasse reagir e ser violento consigo.
Segundo a acusação, a que a Lusa teve acesso, o arguido decidiu vingar-se do ofendido tendo-lhe telefonado e marcado um encontro em abril deste ano no campo de tiro, onde quis atingir a vítima com uma pancada na cara com o cano da espingarda e com dois tiros de uma arma de fogo, sem o conseguir, dizendo-lhe «eu mato-te, ajoelha-te, mete as mãos para cima», ao que a vítima obedeceu.
Confrontado pelos juízes, o arguido confessou parcialmente os factos, negando contudo que tivesse a intenção de o matar e que lhe tenha apontado a arma ao seu corpo.
Ainda de acordo com a acusação, o arguido empunhou ainda uma faca, mas este não confessou esse comportamento em tribunal.
O homem explicou ainda que nem a faca, encontrada posteriormente na sua viatura de serviço, nem a arma eram suas, justificando que a primeira era usada nas suas tarefas para «acabar de matar javalis» e que a arma teria sido deixada por elementos da direção da associação dentro do veículo, negando qualquer intenção de ter ido buscar a arma e munições para o encontro.
O dirigente associativo veio depois a fugir, escondendo-se numa zona de mato e pedindo auxílio a um amigo que, por sua vez, alertou a GNR.
Hoje em tribunal, o ofendido explicou que, devido a dificuldades financeiras da associação e ao incumprimento de tarefas pelo funcionário, sugeriu em assemleia-geral à futura direção o seu despedimento, não havendo por isso uma decisão nesse sentido.
Após investigação, e na ausência de testemunhas e de detenção em flagrante delito, o vigia foi apontado como principal suspeito e presente a tribunal quase um mês depois, tendo ficado a aguardar julgamento em prisão preventiva.
A medida de coação foi alterada no mês passado, para prisão domiciliária sob vigilância eletrónica, depois de o homem ter prestado novas declarações ao juiz de instrução criminal.
O funcionário da associação está acusado de um crime de homicídio na forma tentada, um crime de coação agravada e outro de detenção de arma proibida.
Nas buscas domiciliárias, a Polícia Judiciária apreendeu 75 munições, quatro cartuchos e a faca, enquanto a arma de fogo foi entregue à PJ pelo seu advogado também no mês passado.


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Tribunal de Alenquer atenua penas de traficantes argentinos por ajudarem a desmantelar organização

O Tribunal de Alenquer condenou hoje cinco argentinos a penas entre os três e os 12 anos de prisão, atenuando-as por terem colaborado no desmantelamento de uma organização que introduziu em Portugal uma tonelada de cocaína.
O coletivo de juízes deu como provados todos os factos da acusação relativos a cinco arguidos argentinos: em 2011 e 2012 exportaram da Argentina para Portugal, por via marítima, contentores de sacas de carvão para dissimular a droga, sendo depois armazenadas em armazéns até serem reencaminhados para Espanha por via terrestre.
A exportação para Portugal de uma tonelada de cocaína terá rendido à organização 45 milhões de euros, uma quantia "avultada" que não beneficiou os arguidos por não fazerem parte da cúpula da organização, cujo segundo maior líder, "um conhecido advogado com influência política e económica na Argentina", está detido naquele país à ordem de um processo semelhante.

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Trabalhador julgado por tentar matar patrão que o ia despedir

O Tribunal de Alenquer começa na quarta-feira a julgar um homem acusado de tentar matar a tiro o presidente da associação para a qual trabalhava, quando soube que ia ser despedido.
Segundo a acusação, a que a Lusa teve acesso, o vigia do Campo de Tiro de Abrigada, concelho de Alenquer, decidiu vingar-se do presidente da associação de caçadores daquela freguesia, tendo-lhe telefonado e marcado um encontro em abril deste ano.
No local, o arguido, que estava de costas para o dirigente, voltou-se de forma repentina e apontou-lhe uma arma de fogo, dizendo-lhe "eu mato-te, ajoelha-te, mete as mãos para cima", ao que a vítima obedeceu.
O homem acabou por disparar um tiro, que não atingiu a vítima por esta se ter movimentado.
O dirigente associativo aproveitou depois quando o agressor estava a mudar a espingarda de mãos para empunhar uma faca e fugiu, escondendo-se numa zona de mato.
O arguido, de 56 anos, efetuou um segundo disparo, sem atingir a vítima, de 50 anos, que, escondida, telefonou a pedir ajuda a um amigo. O suspeito acabou por se esconder também.
Após investigação, e na ausência de testemunhas e de detenção em flagrante delito, o vigia foi apontado como principal suspeito e presente a tribunal quase um mês depois, tendo ficado a aguardar julgamento em prisão preventiva.
A medida de coação foi alterada no mês passando, para prisão domiciliária sob vigilância eletrónica, depois de o homem ter prestado novas declarações ao juiz de instrução criminal.
O funcionário da Associação de Caçadores da Freguesia da Abrigada está acusado de um crime de homicídio na forma tentada, um crime de coação agravada e outro de detenção de arma proibida.
Nas buscas domiciliárias, a Polícia Judiciária apreendeu 75 munições, quatro cartuchos e a faca, enquanto a arma de fogo foi entregue à PJ pelo seu advogado também no mês passado.

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