Alenmunicipal a caminho da extinção

Piscinas e Auditório Damião de Góis 
são geridos pela Alenmunicipal
É cada vez mais certo que a empresa municipal alenquerense esteja às portas de encerrar, deixando no desemprego alguns trabalhadores da autarquia. Não existem certezas, mas Jorge Riso quer falar verdade e não exclui todos os cenários.
A Alenmunicipal - Associação Gestora de Equipamentos Municipais - poderá estar prestes a encerrar a sua actividade deficitária, cujo passivo ascende a perto de 230 mil euros. A empresa municipal que gere as piscinas e o auditório Damião de Góis poderá deixar os actuais colaboradores no desemprego, caso venha a tornar-se efectivo o encerramento da sua actividade. Jorge Riso afirmou hoje em reunião de câmara que "os trabalhadores têm que estar preparados para tudo; nenhum de nós quer despedir pessoas, mas seria falso se não comunicássemos às pessoas que esse não é um cenário possível".
Riso garante não ser verdade que a empresa já tenha acordado com os trabalhadores os valores da indemnização em caso de despedimento colectivo: "corre aí o boato de que não vai haver dinheiro para pagar as indemnizações, mas isso é completamente falso", rematou o presidente. José Catarino informou a câmara que tem conhecimento de casos de pânico na Alenmunicipal, de pessoas com receio de ficarem desempregadas: "os trabalhadores é que se lixam sempre, e os trabalhadores da Alenmunicipal andam aterrorizados", concluiu o vereador da CDU. Já Nuno Coelho afirmou que a Alenmunicipal não pode continuar a viver dos subsídios que a autarquia transfere.



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