A Câmara de Alenquer reúne todas as segundas-feiras |
“Há reuniões da Câmara de Alenquer cuja ordem de trabalhos pode ser discutida em poucos minutos, havendo casos em que é só aprovação de licenças para festas e pouco mais”. A expressão é do presidente do município, o socialista Jorge Riso, que afirma não compreender a intransigência da oposição em passar a realizar as reuniões apenas quinzenalmente, o que permitiria à autarquia poupar largos milhares de euros em senhas de presença.
A sessão de trabalhos da câmara alenquerense sempre foi quinzenal, tendo passado a semanal, por pressão dos vereadores da Coligação Pela Nossa Terra e da CDU, no início deste mandato (primeiro de Jorge Riso como presidente), numa medida então justificada pelo, alegado, volume de apreciações e votações submetidas à vereação. No entanto, com o adensar da crise, a vaga de construção no concelho parou por completo e os processos de licenciamento, e os projectos, que em tempos ocupavam largas dezenas de pontos da ordem de trabalhos, têm agora expressão quase nula.
A sessão de trabalhos da câmara alenquerense sempre foi quinzenal, tendo passado a semanal, por pressão dos vereadores da Coligação Pela Nossa Terra e da CDU, no início deste mandato (primeiro de Jorge Riso como presidente), numa medida então justificada pelo, alegado, volume de apreciações e votações submetidas à vereação. No entanto, com o adensar da crise, a vaga de construção no concelho parou por completo e os processos de licenciamento, e os projectos, que em tempos ocupavam largas dezenas de pontos da ordem de trabalhos, têm agora expressão quase nula.
Quem consulte a ordem de trabalhos da próxima reunião camarária, disponível no site da câmara, fica com a ideia de que são, de facto, poucos, e pouco fundados, os motivos que justificam que as reuniões camarárias continuem a ser semanais. O assunto já chegou às redes sociais, onde se têm escrito algumas críticas sobre a alegada falta de fundamentação, e despropósito das reuniões semanais. “Ainda bem que ela [a reunião] é semanal, senão ficaríamos preocupados com a saúde desta Vereação que tanto estima a sua senhazinha de presença, porque a vida está má para todos”, pode ler-se, por exemplo, num “post” publicado por José Lourenço, no Facebook, numa análise detalhada a determinada “ordem do dia” da câmara, para concluir que “uns 100 contos mensais em senhas de presença cai que nem ginjas!”.
Notícia desenvolvida na edição de 01MAI2012 do "Nova Verdade"






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